Vacinas para gestantes: conheça as três que são indispensáveis - Danone Early Life Nutrition

SAÚDE

Vacinas para gestantes: conheça as três que são indispensáveis

11 de maio de 2018 , por Equipe Danone Baby

Hepatite B, anti-gripe e DTPA, também chamada de antitetânica, são necessárias durante a gravidez. Descubra as funções protetivas e quando elas devem ser aplicadas


Vacinas para gestantes

Hepatite B, anti-gripe e DTPA, também chamada de antitetânica, são necessárias durante a gravidez (Foto: iStock)

Uma das maiores preocupações da futura mamãe é a saúde do seu bebê. Para protegê-lo, nada melhor que um bom pré-natal, que deve seguir à risca o calendário obrigatório de vacinas para gestantes, segundo diretrizes da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

O processo de imunização durante os primeiros meses de vida do pequeno depende diretamente do  materno. Os anticorpos, como são chamadas as células de defesa do corpo humano, são transmitidos durante a gestação, e nos primeiros anos de vida, pelo aleitamento. Portanto, vacinar-se é uma forma eficaz de proteger a si mesma e ao seu filho contra a ação dos vírus.

As vacinas se dividem em dois tipos: as recomendadas e, portanto, indispensáveis, pelo Ministério da Saúde, e as recomendadas em situações especiais, que são indicadas em casos em que determinada região passa por surtos de doenças causadas por infecções virulentas. Confira abaixo os tipos e particularidades de cada uma:

3 vacinas obrigatórias durante a gestação

Tríplice Bacteriana Acelular do Tipo Adulto (DTPA) ou Dupla do Tipo Adulto (DT)

Qual é a função?
Proteger a mãe (é recomendada para todas as mulheres com idades entre 12 a 40 anos) e impedir a contaminação do bebê pela bactéria Bordetella pertussis. A vacina também é responsável por imunizar o pequeno contra o tétano neonatal. Chamado popularmente de mal dos sete dias, a infecção é causada por uma toxina que atinge o sistema nervoso central do pequeno através do cordão umbilical. Essa doença causa dificuldades durante a amamentação, contrações e espasmos na criança, podendo levar à óbito em casos mais graves.

A vacina ainda imuniza contra a difteria, que atinge a garganta e do nariz, e a coqueluche, uma infecção do trato respiratório também nomeada de tosse convulsiva. Hoje, no Brasil, a contaminação por coqueluche é considerada um problema de saúde pública, visto que 87% de todos os casos ocorrem em crianças com até 6 anos de idade.

Quando é indicada?
Gestantes que não estiverem com o calendário de vacinação em dia ou não tomaram sequer uma dose, precisam ser imunizadas, pelo menos, duas vezes durante a gravidez e uma após o parto. O Ministério da Saúde indica que a vacina seja dada entre a 27ª e a 36ª semana de gestação. A outra deve ser aplicada um mês antes do parto. Caso esteja em falta, pode ser substituída pela dupla do tipo adulto, que também deve ser fracionada em três vezes, com o intervalo de dois meses entre as aplicações.

Se a futura mamãe já está com o calendário de vacinação em dia, porém a dose foi aplicada há mais de 5 anos, um reforço é necessário. As doses de reforço dessa vacina que estão disponíveis no Sistema Único de Saúde devem ser aplicadas a cada 10 anos.

Hepatite B

Qual é a função?
Imunizar mãe e filho contra a ação do vírus da hepatite B, capaz de desencadear uma inflamação séria no fígado e de aumentar as chances de partos prematuros.

Quando é indicada?
Um dos exames de sangue obrigatórios durante a gestação serve justamente para identificar o vírus. Se o resultado for negativo, a mamãe deve tomar três doses durante a gestação, todas fornecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.

A primeira dose deve ser aplicada no primeiro trimestre de gestação e as doses seguintes têm de ser dadas num intervalo de trinta dias cada uma. Não há contraindicações caso essa vacina coincida com a aplicação da DTPA. Outra informação relevante: se a mulher já tomou alguma outra dose antes de engravidar, deve tomar somente as que faltaram.

Influenza (gripe)

Qual é a função?
Proteger mulheres grávidas (consideradas grupo de risco) pela infecção do vírus da gripe, chamado cientificamente de influenza e de quadros mais graves, como bronquite e pneumonia. Existem dois tipos de vacina contra a gripe, a 4V e a 3V – a primeira é a mais recomendada por ser mais potente. Lembrando que a vacina contra a gripe protege a gestante, o feto e até o bebê recém-nascido nos primeiros seis meses.

Quando é indicada?
A vacina tem dosagem única e pode ser tomada em qualquer mês da gravidez ou até 45 dias após o parto. Por se tratar de uma doença sazonal, a vacina é ofertada pelo SUS anualmente, apenas durante a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza, geralmente nos meses de abril e maio, período que antecede o inverno e de mais casos da doença. As gestantes fazem parte dos grupos prioritários para vacinação. Vale ressaltar que a vacina é contra indicada para quem tem alergia a ovo.

Vacinas de recomendação especial
Fazem parte dessa lista as vacinas de hepatite A, pneumocócicas, meningocócicas conjugadas ACWY, meningocócica B e de febre amarela. Todas elas são indicadas apenas em casos em que o obstetra encontre riscos de exposição, tanto para a saúde da mãe, quanto do bebê. Consulte sempre seu médico antes de tomar qualquer decisão. Também pode existir uma indicação específica de uma determinada vacina dependendo da situação da saúde da mãe e do bebê.

Vacinas contraindicadas na gestação
As aplicações das vacinas de tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), a de HPV, de varicela (catapora) e a de dengue são contraindicadas durante a gestação. Todas elas podem ser administradas no puerpério (pós-parto) e durante o processo de aleitamento, a exceção da de dengue. Esta última é contraindicada para mães que ainda estão amamentando.  



Referências bibliográficas

 

Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – “Calendário de vacinação para gestantes”, 2018/2019.

Organização Pan-Americana da Saúde e Organização Mundial da Saúde – “Cartilha de Vacinas – Para quem quer mesmo saber das coisas”, 2003.

Ministério da Saúde – “ Vacinação durante a gravidez: proteção para a mãe e para o bebê”, 2015.