SAÚDE

Vacinas que o bebê deve tomar nos primeiros 15 meses

02 de agosto de 2018 , por Equipe Danone Baby

Durante o primeiro ano de vida, o bebê vai tomar mais vacinas do que ao longo de toda a vida


A vacinação infantil protege a criança de inúmeras doenças e faz parte dos cuidados básicos. Elas começam logo após o nascimento, ainda na maternidade, e se estendem até os 14 anos de idade.

Todo recém-nascido deve ter sua própria cartilha de vacinação, controlada pelos pais. No Brasil, as vacinas incluídas no calendário do Ministério da Saúde são gratuitas e ministradas em postos de saúde.

Durante o primeiro ano de vida, o bebê vai tomar mais vacinas do que ao longo de toda a vida. Os pais podem se preparar para levá-lo para tomar as picadinhas praticamente todos os meses. Quando aplicadas nas datas certas, são mais eficientes.

vacinação infantil

Como as vacinas funcionam

Quando a criança é vacinada, seu corpo detecta a substância da vacina e produz anticorpos que defendem o organismo. Os anticorpos permanecem no corpo e o deixa imune a doenças causadas por vírus e bactérias.

Veja o calendário de vacinação infantil do SUS até os 15 meses de idade. Clínicas particulares oferecem vacinas extras.

Entenda:Diferenças entre vacinas do SUS e da rede privada

Ao nascer

– BCG

A vacina de dose única previne contra formas graves de tuberculose, uma doença infecciosa que afeta os pulmões e pode atingir outras partes do corpo. Uma segunda dose pode ser aplicada com um intervalo mínimo de seis meses após a primeira.

– Hepatite B – Primeira dose

A primeira dose deve ser aplicada até 12 horas após o nascimento. A Hepatite B é uma doença que provoca mal-estar, febre, dor de cabeça, fadiga, dor abdominal, náuseas, vômitos e aversão a alguns alimentos. Agravada, pode causar infecções ou tumores no fígado.

Dois meses

– Pentavalente – Primeira dose

A vacina previne contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e outras infecções causadas pela bactéria Haemophilus influenzae.

– VIP – Primeira dose

Protege contra poliomielite ou paralisia infantil. A doença é causada por um vírus que vive no intestino e causa uma inflamação da substância cinza da medula espinhal. A vacina é recomendada em três doses.

– Pneumocócica – Primeira dose

Protege contra as doenças causadas pelo Pneumococo (Streptococcus pneumoniae), uma bactéria. Pneumonia, otite e meningite são alguns distúrbios causados pelo organismo. A vacina é recomendada em três doses no primeiro ano de vida, mais uma dose de reforço entre 12 e 15 meses.

– Rotavírus humano

O rotavírus é uma das principais causas de diarreia acentuada em lactentes, comuns principalmente em países subdesenvolvidos. A vacina é indicada em duas doses.

Leia também: Vacina contra o rotavírus: por que é importante vacinar

3 meses

– Meningocócica  – Primeira dose

Protege as crianças da bactéria meningocóco C, causadora da meningite, uma infecção das membranas que revestem o cérebro e medula espinhal. É uma doença grave que atinge principalmente as crianças e pode causar paralisia.

No primeiro ano de vida, são recomendadas duas doses. A dose final deve ser aplicada com 15 meses. Há dois tipos de vacina contra o meningococo C, um disponível na rede pública e outro ofertado por clínicas particulares.

4 meses

– Pentavalente – 2ª dose

– VIP – 2ª dose

– Pneumocócica – 2ª dose

– Rotavírus – 2ª dose

5 meses

– Meningocócica – 2ª dose

6 meses

– Pentavalente – 3ª dose

– Poliomielite – 3ª dose

– Pneumocócica – 3ª dose

– VIP – 3ª dose

9 meses

– Febre amarela – Dose inicial

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus e transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo causador da dengue. Ela causa icterícia (amarelidão no corpo) e hemorragia em diversos graus.

Além de tomar a dose inicial, outra dose deve ser aplicada em quem vai viajar para regiões de risco, como áreas tropicais da América do Sul e África.

12 meses

– Tetra Viral – 1ª dose

A vacina protege contra três doenças: sarampo, caxumba, rubéola e varicela. Essa vacina é a única forma de prevenir formas graves dos distúrbios. A segunda dose deve ser aplicada aos 15 meses.

– Pneumocócica – Reforço

– Hepatite A – Primeira dose

A doença é contagiosa, causada por um vírus e transmitida por alimentos, água contaminada ou por via oral de uma pessoa contaminada para uma saudável. A segunda dose deve ser aplicada seis meses após a aplicação da primeira.

15 meses

– Poliomielite – 1º reforço

O segundo reforço deve ser aplicado aos quatro anos de idade.

– DTP

A DTP protege contra difteria, tétano e coqueluche, três doenças que também são prevenidas na pentavalente.

– VIP – 4º reforço

– Meningocócica – 3ª dose

As duas doses seguintes são aplicadas aos quatro e onze anos de idade.

– Tetra Viral – Segunda dose

18 meses

– Hepatite A – Reforço

4 anos

– DTP – 2ª dose

– VIP – 5ª dose

– Meningocócica – 4ª dose

9 anos

– HPV

A vacina contra HPV é indicada para meninas a partir dos nove anos. O HPV é o Vírus do Papiloma Humano, que atinge a pele e as mucosas, é sexualmente transmissível e pode causar câncer no colo do útero.

No Brasil há dois tipos de vacinas contra HPV: a bivalente, que protege contra os tipos 16 e 18 da doença, e a quadrivalente, que previne também contra seis e 11. A primeira é dada em três doses, com intervalo que varia de dois a seis meses. A segunda em duas doses com o mesmo intervalo.

11 anos

– Meningocócica – 4ª dose

14 anos

– DTP – 3ª dose

Vacinas sazonais

Além das vacinas obrigatórias, há as vacinas sazonais. A principal é a da gripe, que deve ser tomada pela primeira vez aos seis meses de idade. Depois, a criança deve ser vacinada anualmente até completar cinco anos. Jovens entre 12 e 20 anos também são alvo da campanha conduzida pelo Ministério da Saúde.

A campanha de vacinação contra a gripe ocorre no outono, geralmente entre os meses de maio e junho.

Além da vacina contra a gripe, há certas vacinas que devem ser aplicadas quando o bebê, criança, jovem ou adulto vai viajar para outro país ou para outra região. Para viajar para a Amazônia, por exemplo, deve-se tomar a vacina contra a febre amarela.



Referências bibliográficas

Sociedade Brasileira de Pediatria (“Calendário de Vacinação da SBP 2016”)
Ministério da Saúde (“Caderneta da Saúde da Criança”)
Ministério da Saúde (“Tire as dúvidas sobre a vacina contra a gripe”)

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