Ultrassom morfológica: a importância dos exames de imagem

SAÚDE

A importância das ultrassonografias morfológicas

26 de junho de 2017 , por Equipe Danone Baby

Exames avaliam estrutura do corpinho e mostram se os órgãos estão se desenvolvendo corretamente


O momento da ultrassonografia é um dos mais especiais durante a gravidez: é a oportunidade de ver o corpinho do bebê se desenvolvendo, descobrir o sexo e verificar se peso e tamanho estão compatíveis com o período da gestação, entre outras tantas utilidades.

A quantidade de vezes em que a mulher faz esse exame por imagem varia muito, a depender da linha adotada pelo médico e também do tipo de acompanhamento pré-natal: quem tem convênio ou faz o acompanhamento particular acaba fazendo mais vezes o exame, ao passo que aquelas que são acompanhadas pelo Sistema Único de Saúde têm o acesso reduzido.

Mas quantas ultrassonografias, de fato, são necessárias? Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, apenas dois exames ultrassonográficos são indicados para todas as grávidas: as ultrassonografias morfológicas de primeiro e segundo trimestre, necessárias para avaliar as diversas estruturas do feto.

Na primeira morfológica, realizada entre a 11ª e a 14ª semana de gestação, o índice mais importante a ser visto é a translucência nucal (TN), parâmetro que mede o acúmulo de líquido na nuca. Se a medida estiver além do esperado, maior é o risco de a criança apresentar malformações ou síndromes, como a de Down.

ultrassom morfológica

Para calcular o risco, leva-se em conta não só a TN mas fatores como a idade materna, a idade gestacional e o histórico familiar. Nem sempre, no entanto, o diagnóstico se confirma: estima-se que 5% dos casos sejam falsos-positivos, isto é, aparecem como positivos na ultrassom, mas a criança nasce sem apresentar a condição.

A segunda ultrassonografia morfológica é realizada no segundo trimestre da gravidez, entre a 18ª e a 20ª semana. Como nessa fase da gestação o feto já está bem desenvolvido, com os órgãos mais definidos, a confiabilidade do exame é muito grande. Durante o procedimento, o médico radiologista é capaz de avaliar estruturas, como calota craniana, cérebro, tórax, estômago e rins, além dos membros e da genitália. Malformações da coluna vertebral, mãos, pés, face e coração também têm um diagnóstico mais preciso.

A partir do resultado, a gestante pode ter que fazer exames mais detalhados. Se o ultrassom acusar problemas no coração, é indicada uma reavaliação por meio de um exame chamado ecocardiografia fetal. Na suspeita de malformação óssea, o médico pode solicitar um exame detalhado dessa estrutura anatômica.

É por meio dessas ultrassonografias que também se confirma ou determina a idade gestacional e, consequentemente, a data provável do parto.

Sexo do bebê

Mas e o sexo da criança? Pois é, na primeira morfológica, os médicos costumam ter um palpite, mas a confirmação por exame de imagem só acontece por volta da 17ª semana. Muitas mulheres optam por fazer uma ultrassom nessa época, apenas para sanar a curiosidade. Para aquelas que só farão as duas morfológicas, somente no segundo exame é mais provável que se saiba se virá um menino ou uma menina.

Mesmo assim, é indicado perguntar ao médico qual a confiança no resultado obtido. A visualização do sexo pelas imagens depende de uma série de fatores. Se, por exemplo, uma parte do cordão umbilical estiver localizada entre as pernas do bebê, pode ser mais difícil de identificar o sexo.



Referências bibliográficas

Ministério da Saúde
Sociedade Brasileira de Pediatria