Estreptococo na gravidez pode causar meningite e pneumonia no recém-nascido

SAÚDE

Estreptococo na gravidez pode causar meningite e pneumonia no recém-nascido

24 de fevereiro de 2018, por Debora Stevaux

Saiba como prevenir infecções causadas pela bactéria que acomete uma em cada cinco gestantes e pode levar à morte do recém-nascido em casos mais graves.


A cada cinco gestantes, uma possui a bactéria estreptococos do grupo B. O dado foi divulgado por uma pesquisa recente do Departamento de Medicina Tropical e Higiene da Escola de Medicina de Londres.

A infecção bacteriana pode ser transmitida para o bebê durante o parto normal – quando o pequeno está passando pela vagina da mãe, região onde vivem os estreptococos do grupo B. (Foto: iStock)

O estudo é um dos maiores já realizados sobre o assunto e contou com uma centena de cientistas de todo o mundo que concluíram que a ação dessa bactéria, embora seja assintomática para os adultos, prejudica bastante a saúde dos bebês, além de ser comum em todo o mundo.

O estreptococo β-hemolítico do grupo B, também conhecido cientificamente pela sigla de EGB, foi apontado como o responsável por 147 mil mortes de bebês com idade igual ou inferior a 90 dias – com o sistema imune ainda em formação.

A infecção bacteriana pode ser transmitida para o bebê durante o parto normal – quando o pequeno está passando pela vagina da mãe, região onde vivem os estreptococos do grupo B. Os sintomas que indicam que o bebê foi infectado são febre, choro constante, recusa alimentar e muito sono. As doenças graves acarretadas pela ação das bactérias são: meningite; pneumonia e, em casos em que o diagnóstico e o tratamento são tardios, podem surgir infecções generalizadas. Bebês prematuros têm mais chances de serem contagiados.

Para evitar a transmissão, as grávidas devem fazer um um exame de cultura das secreções vaginal e anal entre a 35ª e a 37ª semana de gestação – que acusa a presença da bactéria. Se o resultado for positivo, especialistas da área aplicam um antibióticos do grupo das penicilinas cerca de quatro horas antes do parto. Se for feita antes desse período, os estreptococos poderão se reproduzir novamente na região e, caso seja realizada com um intervalo menor, não dará tempo de ser absorvido completamente pelo corpo.

No caso de mulheres que darão à luz através da cesárea, a aplicação do antibiótico geralmente não é necessária, mas alguns médicos e maternidades escolhem por administrá-lo como uma forma de prevenção.



Referências bibliográficas

Clinical Infectious Diseases – “The Burden of Group B Streptococcus Worldwide for Pregnant Women, Stillbirths, and Children”.

Prefeitura do Município de São Paulo – Secretaria Municipal da Saúde – Áreas Técnicas da Saúde da Mulher e da Criança e Assistência Laboratorial – “Nota Técnica: Prevenção da infecção neonatal pelo Streptococcus agalactiae (Estreptococo Grupo B ou GBS)”.

Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (FM-UFJF) – “Prevenção da doença perinatal pelo estreptococo do grupo B: atualização baseada em algoritmos”.