Diabetes em crianças e bebês: como identificar e tratar

SAÚDE

Diabetes em crianças e bebês: como identificar e tratar

08 de novembro de 2017, por Equipe Danone Baby

A diabetes melito tipo 1 é mais comum na infância e exige tratamento médico, dieta adequada e realização de exercícios físicos.


A diabetes melito é uma doença caracterizada pelo alto nível de glicose no sangue. A do tipo 1 pode afetar bebês e crianças. Quando se manifesta ainda na infância, a doença é mais grave. Portanto, é preciso ficar atento aos sinais.

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Recém-nascidos e lactentes não conseguem expressar os sinais clássicos da diabetes, como sede extrema e perda exagerada de líquidos pela urina. O reconhecimento dos sintomas costuma ser tardio e, quando a doença é identificada, a criança já pode apresentar complicações graves. Pais e profissionais de saúde devem estar atentos ao comportamento do bebê para identificar sinais que podem sugerir a presença da doença:

– Fome inexplicável

– Choro ao terminar a mamadeira oferecida no volume habitual

– Querer beber água do banho ou sugar a toalha molhada

– Troca mais frequente de fraldas

– Fraldas que ficam mais pesadas

– Perda ou ganho insuficiente de peso

O que é diabetes melito

A diabetes melito ocorre quando o nível de açúcar (glicose) está alto no sangue. Isso é resultado da deficiência de insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, órgão localizado no abdome atrás do estômago.

A principal função da insulina é fazer com que o açúcar proveniente dos alimentos ingeridos entre nas células e seja transformado em energia. No caso dos indivíduos diabéticos, o açúcar absorvido pelo intestino e levado pelo sangue não consegue entrar nas células pela falta de insulina. Por consequência, a substância se acumula no sangue e causa hiperglicemia (glicose elevada).

A diabetes tipo 1 costuma se manifestar na infância. A doença é autoimune e causada pela produção de anticorpos que destroem as células do pâncreas produtoras de insulina. A pessoa portadora dessa doença precisa tomar injeções com a substância para manter os níveis normais.

Já a diabetes tipo 2 é mais frequente em pessoas acima de 35 anos. No entanto, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), têm-se observado um aumento da doença na infância por causa do crescimento da obesidade nessa faixa etária.

No diabetes tipo 2 o corpo produz insulina, mas em quantidade insuficiente para manter a glicemia normal. Muitas vezes, a condição é tratada por remédios orais (comprimidos).

Como tratar a diabetes tipo 1

Infelizmente, não há cura para a diabetes tipo 1, mas a doença é tratável. Ela requer tratamento para o resto da vida, mas quando a condição é tratada, a vida da criança é normal. Ela deve se consultar com um endocrinologista pediátrico e por outros profissionais, como nutricionistas e psicólogos. Eles irão cuidar da dieta adequada, reposição de insulina, atividade física regular e monitoramento da glicemia em casa.

Diabetes gestacional

Durante a gravidez, a gestante também pode desenvolver a diabetes devido às mudanças em seu equilíbrio hormonal. A placenta é uma fonte de hormônios que reduzem a ação da insulina. Para compensar esse quadro, o pâncreas aumenta a produção da substância.

Quando o pâncreas não faz essa função, a gestante desenvolve a diabetes gestacional. Isso pode trazer riscos para a saúde do bebê, pois quando ele é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no útero da mãe, há maior risco de desenvolver obesidade e diabetes no futuro. Além disso, ele pode sofrer crescimento excessivo (macrossomia fetal) e hipoglicemia neonatal.



Referências bibliográficas

Sociedade Brasileira de Pediatria (“DC de Endocrinologia Pediátrica esclarece dúvidas sobre o diabetes melito”)
Sociedade Brasileira de Diabetes (“Tipos de Diabetes”)

 


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