SAÚDE

Desidratação em bebê: sintomas e dicas para manter o pequeno hidratado

16 de novembro de 2017 , por Equipe Danone Baby

Entenda os tipos de desidratação, de acordo com os sintomas apresentados, e saiba como cuidar


Bebê amoadinho? Com a boca seca, olhinhos fundos? Isso pode ser desidratação, Normalmente, é desencadeada pelo desenvolvimento de diarreia aguda, algo que os pais já bem sabem e reconhecem. Vômitos também são sintomas agravantes que corroboram para o aparecimento da desidratação, extremamente comum em dias muito quentes.

Mas, como evitar que o bebê fique desidratado? Se ele for menor de seis meses, a melhor forma de evitar o aparecimento da doença é por meio do aleitamento materno exclusivo.

Bebês maiores devem ser estimulados a tomar água frequentemente e consumir frutas e alimentos com maior quantidade de água. Nos dias muito quentes também indica-se aumentar a frequência dos banhos e deixar as crianças com roupas leves, evitando o suor excessivo.

Se, mesmo assim, os sintomas da desidratação persistirem, o pediatra pode indicar o soro, eficaz para repor tanto a água quanto o sódio e outros sais importantes para o funcionamento do sistema neurológico humano é através do soro caseiro, ingerido oralmente, no caso da diarreia aguda. Se o seu pequeno já possui mais de 6 meses de idade, o pediatra também poderá indicar o consumo de água em pequenos intervalos, que não deve ter seu volume recomendado ultrapassado para não gerar outros distúrbios relacionados à quantidade de sais.

E atenção: no verão cresce o risco de intoxicação alimentar. O calor acelera a deterioração dos alimentos, o que pode causar doenças cujos sintomas mais frequentes aceleram o processo de desidratação, como vômito e diarreia.

Entenda os tipos de desidratação, de acordo com os sintomas apresentados: 

 

Leve (1º grau) Moderada (2º grau) Grave (3º grau)
Estado geral Irritado, com sede, dorme mal e pouco Muito agitado, com muita sede, raramente dorme Deprimido, em estado de coma, não chora
Boca Seca, lábios vermelhos, língua seca e com placas brancas na parte superior Muito seca, lábios levemente azulados (cianóticos) Lábios muito azulados (cianóticos)
Olhos Normais Fundos Muito fundos
Lágrimas Presentes Ausentes Ausentes
Fontanela (moleira) Normal Deprimida Muito deprimida
Pele Quente, seca, elasticidade normal Extremidades frias, eletricidade diminuída Pele Fria, acinzentada, elasticidade muito diminuída
Pulsos Normais Finos Muito finos
Perda de peso 2,5 a 5% 5 a 10% Acima de 10%

Normalmente, quando a desidratação é leve ou moderada, o especialista consegue fazer o diagnóstico apenas observando os sintomas e analisando as queixas feitas pela mãe. Entretanto, no caso da diarreia crônica, possivelmente o médico possa pedir o exame de fezes para verificar se há a presença de bactérias ou vírus. Por isso é muito importante sempre consultar o pediatra e seguir suas recomendações.

A precariedade dos cuidados com a higiene da criança é considerada um dos fatores de risco mais preocupantes no caso do aparecimento da diarreia.



Referências bibliográficas

“Distúrbios hidroeletrolíticos” – Jornal de Pediatria do Rio de Janeiro, 1999.
http://www.jped.com.br/conteudo/99-75-S223/port_print.htm

“Desidratação e recomendações para a reposição hídrica em crianças fisicamente ativas” – Artigo de Revisão – Revista Paulista de Pediatria.
http://www.scielo.br/pdf/rpp/v28n3/13.pdf

“Material sobre desidratação” – Federação das APAEs do Estado de São Paulo (FEAPAES-SP).
http://feapaesp.org.br/material_download/186_Desidratação.pdf

“Diarreia na criança: Conduta” – Gastroenterologia Pediátrica – Hospital Infantil Joana de Gusmão – Florianópolis – Santa Catarina.
http://www.saude.sc.gov.br/hijg/gastro/Diarreias.pdf

“A Criança Desidratada” – Material preparado pela professora-adjunta de pediatria da Escola de Medicina e Cirurgia da Faculdade de medicina no Rio de Janeiro.
http://www.anm.org.br/img/Arquivos/Aulas%20Curso%20Capacitação%20em%20Urgência%20e%20Emergências/A%20Criança%20Desidratada.pdf

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