NUTRIÇÃO

Método BLW: como funciona e quais os cuidados necessários

20 de novembro de 2018 , por Equipe Danone Baby

O Método BLW contém recomendações interessantes para a alimentação complementar de lactentes, mas a SBP faz suas ressalvas


O recém-nascido tem muito a aprender sobre si próprio e sobre o mundo. No entanto, há algo que eles já nascem sabendo: como regular o próprio apetite. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), os bebês saudáveis possuem a capacidade de autorregular sua alimentação, determinando o ciclo da mamada e quanto desejam ingerir.

Por isso, toda mãe deve ser encorajada a respeitar o ritmo do bebê e a entender que ele está apto a regular sua fome e saciedade. Quando a amamentação exclusiva termina e a alimentação complementar (AC) começa, vale a mesma regra. O Método Baby-Led Weaning (BLW), elaborado pela britânica Gill Rapley, é uma das correntes que segue essa lógica.

Vamos saber mais sobre o método e entender se é a melhor escolha para a alimentação complementar do seu bebê?

O Baby-Led Weaning (BLW)

Segundo o BLW, a alimentação complementar deve ser iniciada quando o bebê estiver pronto para ela, o que ocorre por volta dos seis meses de idade. A ideia é que a oferta de alimentos complementares seja feita em pedaços, tiras ou bastões.

Ou seja, a criança não se alimenta de purês, papinhas ou qualquer outro método de adaptação de consistência para preparar sua refeição, como amassar, triturar ou desfiar. Isso também significa que o pequeno não come de colher, e sim com as mãos. O objetivo é encorajar os pais a confiar na capacidade nata da criança de se auto alimentar.

Por fim, de acordo com o Método BLW, o bebê deve se alimentar sozinho, escolhendo suas preferências entre os alimentos oferecidos pelos adultos. Ao comer, ele deve estar sentado e livre para se sujar o quanto quiser. Os pais ou cuidadores, por sua vez, devem interagir com o pequeno durante as refeições, realizadas junto da família.

Será que o método BLW é o mais adequado?

Nem tanto o céu, nem tanto a terra. A Sociedade Brasileira de Pediatria elaborou as suas próprias recomendações sobre introdução alimentar. Em partes, elas se assemelham ao sugerido pelo Método BLW. Por exemplo, a SBP também defende que o ritmo da criança deve ser respeitado, de acordo com seu desenvolvimento neuropsicomotor – ainda que a SBP oriente que a alimentação complementar deva ser iniciada a partir dos seis meses.

Assim com o Método BLW, a SBP defende que a criança coma junto da família, incentivando a interação entre os membros da casa. Os pais devem, então, ter paciência e agir como facilitadores no processo de alimentação, sem utilizar estratégias de coerção ou punição, como broncas e principalmente violência.

O bebê deve ter a oportunidade de experimentar os alimentos com as mãos, explorando as diferentes texturas como parte natural do seu desenvolvimento sensório motor. Porém, a SBP destaca que as primeiras comidinhas devem ser oferecidas em forma de papas, para evitar que o pequeno engasgue.

Portanto, muita atenção: para a SBP, a consistência dos alimentos complementares deve ser oferecida de forma crescente: pastosa, papa e purê. Apenas a partir dos oito meses de idade, a criança pode receber os alimentos amassados, triturados, desfiados ou cortados em pequenos pedaços.

Portanto, o bebê de seis meses está livre para comer com os adultos, usar as mãozinhas e se sujar bastante. Que delícia, não é mesmo? Mas nada de oferecer pedacinhos de comida antes da idade segura.



Referências bibliográficas

Sociedade Brasileira de Pediatria (“A Alimentação Complementar e o Método BLW), Ministry of Health – Nova Zelândia (“Baby-led weaning”) 

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