Qual a importância do colostro, o primeiro alimento do bebê

NUTRIÇÃO

Qual a importância do colostro, o primeiro alimento do bebê

10 de outubro de 2017, por Equipe Danone Baby

Rico em anticorpos, o colostro é considerado a primeira "vacina" do recém-nascido


O primeiro leite produzido pela mãe é chamado de colostro. Ele alimenta o bebê nos primeiros dias após o parto e é muito importante para a sua saúde, pois é rico em proteínas e anticorpos.

O colostro tem aspecto espesso e coloração amarela ou transparente (semelhante à água de coco). O líquido começa a ser produzido antes mesmo do bebê nascer, em torno da vigésima semana de gravidez. A descida ocorre algumas horas após o parto, quando o bebê começa a sugar o seio da mãe. Geralmente, dura de três a cinco dias até ser substituído pelo leite maduro.

colostro

A importância do colostro

Por ser rico em anticorpos, o colostro é considerado “a primeira vacina do recém-nascido”. Ele protege contra uma série de doenças e alimenta muito bem o bebê. Em comparação ao leite maduro, é mais rico em proteínas e tem menos gorduras. Por ser muito concentrado, o bebê só precisa ingerir uma pequena quantidade a cada mamada.

O colostro é produzido em pequena quantidade no corpo da gestante, pois a produção é inibida pela presença da placenta. Após o parto, o bebê irá mamar com frequência, provavelmente de hora em hora. Quanto mais ele mamar, mais leite a mama produz.

A transição para o leite maduro é gradual. Nas duas ou três semanas após o parto, a mulher notará que o líquido está se tornando mais fino, menos amarelado e mais leitoso. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a amamentação exclusiva até os seis meses de idade e complementada até que a criança complete dois anos.

A descida do leite

Após o nascimento, com a saída da placenta, há a queda dos níveis de progesterona e aumento dos níveis de prolactina, hormônio responsável pela produção de leite.

Por isso, a mamada ainda na sala de parto é fundamental para que os hormônios necessários para a amamentação passem a ser produzidos. Quanto mais cedo a amamentação se iniciar, mais leite a mãe produzirá.

As mamas começam a produzir quantidades maiores de leite entre 24 e 48 horas após o parto. Os seios ficam inchados em função da grande quantidade de água que migra do organismo para as mamas.

Para que o leite desça, o organismo da mulher deve produzir outro hormônio: a ocitocina. Ela provoca a contração das estruturas em torno dos alvéolos (“sacos” presentes nos seios, onde o leite é produzido), fazendo o leite descer por pequenos canais até chegar nos seios.

A liberação de ocitocina ocorre por dois fatores: físico e psíquico. O primeiro é fruto da sucção do bebê, que estimula o bico do seio e a auréola. Já o segundo está relacionado aos estímulos visuais, táteis e auditivos, além dos sentimentos da mãe. Pensar no bebê com carinho, ouvir os sons que ele faz e olhar para ele ajudam na liberação do leite. Por outro lado, preocupação, estresse dor e dúvidas inibem.



Referências bibliográficas

Sociedade Brasileira de Pediatria (“Filhos: da gravidez aos 2 anos de idade”
Ministério da Saúde (“Saúde da Criança: Nutrição Infantil – Aleitamento Materno e Alimentação Complementar”)
Unicef (“Breastfeeding – the best start for your baby”)