NUTRIÇÃO

Aromas e sabores: como a dieta da mãe influencia a composição do leite

30 de janeiro de 2019 , por Equipe Danone Baby

O leite humano pode conter mais de 40 aromas diferentes, influenciando as preferências do bebê em relação a certos alimentos.


Você sabia que o bebê sente o gosto do alimento antes mesmo dos 6 meses? A primeira vez que o bebê sente o gosto de um alimento ocorre muito antes dos seis meses, momento quando a alimentação complementar tem início, de acordo com a orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria. Durante a amamentação, o pequeno entra em contato com sabores e aromas. Isso porque a dieta da mãe influencia a composição do leite materno.

O leite humano possui uma mistura variável de cerca de 40 aromas diferentes. Surpreendente, não? Com o olfato bem desenvolvido, recém-nascidos conseguem reconhecê-los e até responder de acordo. Até o mais novo dos bebês é capaz de detectar diferentes cheiros. Isso é o que o ajuda, inclusive, a reconhecer a mãe e a orientar-se até o seio dela.

Por um lado, isso não significa que o bebê irá degustar absolutamente tudo o que a mãe come. Mas, por outro, mostra que a dieta da mamãe pode influenciar as preferências da criança por certos alimentos. Portanto, se a alimentação da mulher é mais saudável durante a lactação, o pequeno provavelmente irá aceitar gostos semelhantes quando a alimentação complementar começar.

O mesmo vale para dietas menos saudáveis: por meio do leite materno, o bebê estará menos habituado a alimentos diversificados e que fazem bem para a saúde. Portanto, não desenvolverá hábitos tão saudáveis quanto poderia.

Mãe com alimentação variada, bebê bom de garfo

Adotar uma dieta diversificada pode, inclusive, contribuir para que o bebê aceite uma gama maior de alimentos no futuro. Os bebês aleitados por mães que comem de forma variada podem ser menos seletivos quando maiores.

As práticas alimentares na infância também são importantes para prevenir a obesidade mais tarde. De acordo com um estudo publicado em 2017, as crianças são mais propensas a preferir alimentos de alta energia, com muito açúcar e sal. Por isso, uma alimentação balanceada desde o início da vida seria uma das formas de prevenir e evitar tais comportamentos.

O mesmo estudo indica que, mesmo durante o período pré-natal, uma exposição variada por meio do líquido amniótico pode estimular as preferências do bebê. O mesmo comportamento deve se repetir durante a amamentação, quando os sabores e cheiros são transmitidos pela amamentação, e durante a alimentação complementar.

Para adotar a melhor dieta durante a gestação e amamentação, a mulher deve realizar o pré-natal e comparecer às consultas com o obstetra e, após o nascimento do bebê, com o pediatra.



Referências bibliográficas

Valentina de Cosmi et al. Early Taste Experiences and Later Food Choices. Nutrients. Fev 2017. Rebecca L. Dunn, Rachelle Lessen. The Influence of Human Milk on Flavor and Food Preferences. Current Nutrition Reports. Jun 2017.  

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