NUTRIÇÃO

Como o corpo se prepara para a amamentação

28 de janeiro de 2019 , por Equipe Danone Baby

Mamas fartas, mais sensíveis e aréolas escurecidas são sinais que o corpo dá enquanto se prepara para a amamentação


Além do crescimento do barrigão, o organismo sofre inúmeras mudanças ao longo da gravidez. Mesmo antes do início da amamentação, por exemplo, as mamas das gestantes, por exemplo, ficam mais inchadas e sensíveis.

Isso acontece porque, embora a amamentação só tenha início após o nascimento do bebê, o corpo da mulher começa a se preparar ainda no primeiro trimestre de gestação. Por volta do terceiro mês, uma complexa interação entre hormônios como prolactina, estrogênio e progesterona leva à proliferação de ductos e novos alvéolos, pequenos “sacos” onde o leite é produzido.

Após ser produzido nos alvéolos, o leite materno é transportado pelos ductos até os seios lactíferos, onde fica armazenado. Esses seios são pequenas bolsas bastante numerosas localizadas na ponta da mama, logo abaixo da aréola.

O corpo dará, então, sinais visíveis e que podem ser desconfortáveis. Por volta da quinta ou sexta semana de gravidez, os seios ficam mais cheios, os mamilos mais sensíveis e as aréolas maiores e mais escuras. Além disso, aquelas pequenas bolinhas presentes nas aréolas, chamadas glândulas de Montgomery, tornam-se mais proeminentes.

As mudanças nos seios podem, inclusive, avisar sobre a gestação quando ainda não sabemos que estamos grávidas. Por isso, devemos conhecer bem nossos corpos para notar quando há mudanças.

Como o corpo se prepara para a amamentação

Além da proliferação de ductos lactíferos e alvéolos, no final do primeiro trimestre de gestação ocorre também o aumento do fluxo de sangue. Isso se dá em razão da dilatação e do aparecimento dos novos vasinhos ao redor dos alvéolos.

No final do segundo trimestre, o corpo já é plenamente capaz de produzir leite materno. Portanto, mesmo que o bebê nasça prematuro, a mãe estará apta a amamentar. O primeiro leite produzido é o colostro. Saiba mais. [linkar texto colostro]

À medida que a gravidez progride, o tecido glandular necessário para produzir o leite substitui grande parte do tecido adiposo e de suporte, que normalmente compõe a maior parte do volume do seio. Por isso, as mamas ficam mais fartas durante a gestação.

Após o nascimento, com a saída da placenta, há um aumento dos níveis de prolactina, o hormônio responsável pela produção do leite. Algumas horas após o parto, no entanto, o nível da prolactina cai e, a partir daí, torna-se necessária a sucção do peito pelo bebê para estimular a produção do leite.

Um processo que mostra como o organismo funciona de forma a favorecer o processo de amamentação.



Referências bibliográficas

Sociedade Brasileira de Pediatria (“Filhos: da gravidez aos 2 anos de idade”), Academia Americana de Pediatria (“How Your Body Prepares For Breastfeeding”) 

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