Alimentos ricos em ferro: por que é tão importante para a saúde do bebê?

NUTRIÇÃO

Alimentos ricos em ferro: por que o micronutriente é tão importante para a saúde do bebê?

24 de novembro de 2017, por Debora Stevaux

Cerca de 50% das crianças até 5 anos de idade têm anemia ferropriva desencadeada pela deficiência de ferro. Saiba como prevenir


O ferro é um dos minerais mais importantes do corpo humano: está simplesmente em todas as células vermelhas do sangue e fundamental na função das hemoglobinas, que são as proteínas responsáveis pelo transporte de oxigênio para todos os órgãos do corpo.

Apesar da importância do mineral, a anemia por deficiência de ferro acomete cerca de metade das crianças menores de 5 anos, no Brasil, segundo dados divulgados pela Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde, em 2009. A doença prejudica a capacidade cognitiva de aprendizagem em crianças, compromete o sistema imunológico (o que faz a criança mais predisposta a infecções) e pode acarretar até a morte, em casos mais extremos.

Como a má alimentação durante a gestação também pode causar a anemia por deficiência de ferro no bebê, a suplementação de ferro e ácido fólico é recomendada como parte do cuidado no pré-natal para reduzir o risco de baixo peso ao nascer da criança, anemia e deficiência de ferro na gestante. Ressalta-se que a suplementação com ácido fólico deve ser iniciada pelo menos 30 dias antes da data em que se planeja engravidar para a prevenção da ocorrência de malformações do tubo neural e espinha bífida.

Já com o bebê nascido, uma das formas mais efetivas para evitar o aparecimento da deficiência de ferro na primeira infância é por meio do aleitamento materno, recomendado exclusivamente até os 6 meses de idade pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Após esse período, a introdução alimentar deve ser feita de modo a suprir todas as suas necessidades nutricionais, o que consequentemente, criará hábitos saudáveis de alimentação desde muito cedo.

Para ajudar os pais nesse processo, listamos alguns itens que, segundo o Programa Nacional de Suplementação de Ferro, idealizado pelo Ministério da Saúde, se inseridos corretamente na alimentação do bebê, podem contribuir para um aporte adequado de ferro. Esse mineral pode ser encontrado em dois tipos de alimentos e assim é caracterizado em duas formas: o ferro heme (em alimentos de origem animal, que possuem uma maior absorção pelo corpo humano) e o não- heme (nos vegetais).

  • Alimentos fontes de ferro heme: carne vermelha, especialmente as vísceras (fígado e miúdos); carnes de aves, porcos, peixes e mariscos;
  • Alimentos fontes de ferro não-heme: Hortaliças verde-escuras como a rúcula, couve, agrião, almeirão ou chicória, brócolis e espinafre, além de leguminosas como o feijão e a lentilha.

Importante: Nutricionistas e especialistas da área recomendam que o consumo de alimentos ricos em ferro não heme seja feito com outros que são capazes de melhorar a absorção, como aqueles que os possuem vitamina C (frutas cítricas como a laranja, acerola, limão e caju) e em vitamina A (mamão e manga), além de outros tipos de hortaliças como a abóbora e a cenoura.



Referências bibliográficas

Sociedade Brasileira de Pediatria – (“Manual de Orientação do Departamento de Nutrologia”) – 3ª edição.

Ministério da Saúde – (“Programa Nacional de Suplementação de Ferro”).