Alimentação saudável: 4 dicas simples para toda a família

NUTRIÇÃO

Alimentação saudável: 4 dicas simples para toda a família

24 de fevereiro de 2018, por Debora Stevaux

Incluir toda a família no processo de reeducação alimentar pode ajudar na criação de hábitos saudáveis nas crianças.


Carinha feia, como quem diz que não gostou. A recusa de certos tipos de alimentos por parte das crianças é grande durante o período de introdução alimentar. Os caminhos para uma alimentação saudável não são fáceis e exigem muito mais do que paciência e disponibilidade: o engajamento da família inteira é necessário para que comer bem seja algo natural.

É praticamente impossível que uma criança desenvolva hábitos saudáveis de alimentação se não vê seus familiares e cuidadores fazendo o mesmo. (Foto: iStock)

Para ajudar pais e mães nessa tarefa, listamos 4 dicas simples, mas preciosas. Confira:

  1. Compre comidas saudáveis

A criança tende a comer o que está à mão. Se, no momento da compra, os pais priorizarem alimentos naturais, são esses os produtos que os filhos se habituarão a comer. Uma escolha que fará diferença em longo prazo, na prevenção de doenças crônicas como obesidade e diabetes e, claro, em curto prazo também: comer bem fortalece o sistema imunológico dos bebês, que ficarão doentes com menor frequência.

  1. Cozinhe mais em casa

Ao cozinhar em casa, é muito mais fácil ter o controle de qualidade e quantidade de alimentos que o seu filho está ingerindo.

E o melhor: dependendo da idade, eles já podem realizar pequenas funções, como lavar as folhas da salada, por exemplo. O simples fato de ele estar por perto enquanto você cozinha faz com que se sinta parte do processo, o que torna o momento ainda mais especial.

Aproveite e deixe que ele escolha, vez ou outra, os pratos do dia. Isso o ajudará a desenvolver valores como a autonomia e a capacidade de escolha.  

  1. Tenha uma hortinha doméstica

Segundo relatório divulgado no final de 2016 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o Brasil ocupa o primeiro lugar dos países consumidores de agrotóxicos no mundo inteiro. Portanto, o principal benefício de ter uma hortinha em casa é manter seu filho longe da ação maléfica dessas substâncias, além de favorecer o desenvolvimento de valores muito importantes de serem incentivadas na infância como o cuidado, responsabilidade, zelo, noções de tempo, entre outros.

  1. Dê o exemplo

Tudo que aprendemos na primeira infância – desde as funções mais básicas e simples como comer de talheres até outras mais complicadas como demonstrar afeto – ocorre por um processo de observação e imitação. Portanto, é praticamente impossível que uma criança desenvolva hábitos saudáveis de alimentação se não vê seus familiares e cuidadores fazendo o mesmo. Por isso, nem pense em dizer “isso papai pode, mas você não”. O mais certo é dizer: “Olha que cheiroso e gostoso esse alimento que o papai está comendo. Quer um pedaço também?”.



Referências bibliográficas

WebMD Medical Team – “Good Food Goals: Help Kids Eat Healthier”.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA – “Programa de análise de resíduos de agrotóxicos em alimentos (PARA)”, 2016.

“Manual de Orientação – Departamento de Nutrologia” – 3ª Edição Revisada e Ampliada –  Sociedade Brasileira de Pediatria, 2012.

Plano Nacional da Primeira Infância – Projeto Observatório Nacional da Primeira Infância – Mapeamento da Ação Finalística “Criança com Saúde” – “Obesidade na Primeira Infância”.

“Folheto Informativo – Introdução de Alimentos I – Crianças de 6 meses a 2 anos” – Centro de Saúde Escola Professor Samuel Bransley Pessoa – Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

“Dez Passos para uma Alimentação Saudável – Guia Alimentar para Crianças Menores de 2 anos” – Ministério da Saúde, 2003.