Gravidez de risco: as principais causas e a importância do pré-natal - Danone Early Life Nutrition

DESENVOLVIMENTO

Gravidez de risco: as principais causas e a importância do pré-natal

08 de maio de 2018, por Equipe Danone Baby

Cerca de 830 mulheres morrem por dia em devido problemas enfrentados durante a gestação ou ao longo do parto


Em 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou que morrem, diariamente, 830 mulheres em decorrência de complicações enfrentadas durante a gestação ou o parto. Esse número tem diminuído significativamente no decorrer dos anos – no Brasil, houve uma queda de 58% entre 1990 e 2015, de 143 para 60 óbitos maternos por 100 mil nascidos vivos, de acordo com o Ministério da Saúde. Mesmo assim, a morte em decorrência de gravidez de risco ainda é um problema de saúde pública no país.

A gravidez de risco pode ser identificada por diferentes graus de vulnerabilidade durante a gestação, o parto e o pós-parto, bem como no primeiro ano de vida do bebê. Essas complicações são associadas a doenças ou condições graves de saúde, que trazem desdobramentos negativos para a mãe e para o bebê.

Características como a idade – se a mãe for adolescente ou tiver mais de 35 anos; o peso – menor que 45kg e maior que 75 kg; e dependência de drogas lícitas ou ilícitas são geradores de risco. Da mesma forma, histórico de hemorragias e de abortamentos e malformações genéticas em gestações anteriores também podem ocasionar uma gravidez de risco. Ainda, doenças obstétricas da gravidez atual – como trabalho de parto prematuro, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia e eclâmpsia – e intercorrências clínicas, como hipertensão e doenças infecciosas e autoimunes, são outros aspectos que exigem atenção ao longo da gravidez.

 

Gravidez de risco

Gravidez de risco: a dependência de drogas lícitas ou ilícitas, como o cigarro, traz complicações (Foto: iStock)

Garantir um pré-natal criterioso é fundamental
A incidência de pré-eclâmpsia na população obstétrica geral, por exemplo, é de 3 a 4%, e nas mulheres acima de 40 anos aumenta para 5 a 10%. Os dados são do estudo Complicações Maternas em Gestantes com Idade Avançada, de 2012, publicado na revista Femina, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Os principais sintomas dessa complicação, que pode ser assintomática são: hipertensão arterial, edema (inchaço), principalmente nos membros inferiores, aumento exagerado do peso do corpo e proteinúria, isto é, perda de proteína pela urina. Os quadros mais graves exigem tratamento medicamentoso e podem até fazer com que o parto tenha de ser antecipado.

Como medidas efetivas para evitar a mortalidade, órgãos como o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde destacam a importância da mulher ter uma assistência pré-natal de qualidade e sistemático, que evite problemas à mãe e à criança durante a gestação e no momento do parto. Cada gestante tem o direito de comparecer, no mínimo, em seis consultas de pré-natal em qualquer unidade hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS). Nas consultas, o obstetra deve realizar exames para verificar a pressão arterial da mãe, o peso e tamanho do bebê, o funcionamento do seu coração, e mesmo se a mãe é soropositiva ou portadora de câncer de colo de útero, entre outros aspectos.



Referências bibliográficas

Universidade Federal de Mato Grosso – “Mulheres com gravidez de maior risco: vivências e percepções de necessidades e cuidado”, 2015.
Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais – “Vivenciando a gravidez de alto risco: Entre a luz e a escuridão”, 2008.
Organização Mundial da Saúde – “Recomendações da OMS sobre cuidados pré-natais para uma experiência positiva na gravidez”, 2016.
Ministério da Saúde – Secretaria de Políticas de Saúde – Departamento de Gestão de Políticas Estratégicas – Área Técnica de Saúde da Mulher – “Manual técnico – Gestação de alto risco”, 2000.
Revista Latino-Americana de Enfermagem – “Os sentidos do risco na gravidez segundo a obstetrícia: um estudo bibliográfico”, 2001.
Organização Mundial de Saúde (OMS) – Salvando a vida das mães
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) – Revista Femina – “Complicações Maternas em Gestantes com Idade Avançada”, de 2012.