Saiba quais são os efeitos nocivos do álcool e do cigarro na gravidez

DESENVOLVIMENTO

Os efeitos nocivos do cigarro e do álcool na gestação

30 de abril de 2018, por Equipe Danone Baby

Prematuridade, baixo peso ao nascer, comprometimento mental e cognitivo estão entre as complicações causadas pelo alcoolismo ou tabagismo na gravidez


Grávida pode beber ou fumar? A resposta é não. Um único cigarro, por exemplo, é suficiente para acelerar os batimentos cardíacos do bebê e afetar o seu desenvolvimento, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Isso ocorre porque a nicotina, assim como componentes do álcool, são capazes de atravessar a placenta por meio da corrente sanguínea, expondo o embrião a toxinas.

Segundo o Ministério da Saúde, o uso de álcool e/ou cigarro pelas gestantes deve ser rigorosamente descontinuado, considerando que não se tem conhecimento dos níveis seguros de consumo.

Prematuridade, baixo peso ao nascer, comprometimento mental e cognitivo estão entre as complicações causadas pelo alcoolismo ou tabagismo na gravidez. (Foto: iStock)

As complicações para mãe e filho incluem maior incidência de parto prematuro, de aborto, da síndrome da morte súbita infantil (SMSI) e da síndrome alcoólica fetal (SAF), doença que afeta o sistema nervoso central e abre caminho para malformações mais severas. O consumo de álcool ou cigarro traz ainda deficiências cognitivas e neurológicas para a criança, como atrasos na aprendizagem e dificuldades no convívio social.

O álcool também interfere na produção de leite materno, reduzindo o volume, alterando a sua composição e dificultando a excreção. Ainda não há comprovação científica exata sobre os efeitos da nicotina na produção de leite, mas especialistas já sabem que trazem malefícios.

Outro fator destacado por diversos estudos sobre o assunto diz respeito a duas coincidências: mulheres que fazem uso de drogas lícitas ou ilícitas são mais propensas a não realizar um pré-natal adequado. E essa é a única forma de prevenir e evitar o consumo de drogas. O apoio familiar e a assistência multidisciplinar – ginecologista, nutricionista, terapeuta etc. – também são pontos-chave para que as gestantes usuárias de drogas repensem os prejuízos que podem causar aos filhos e assim decidam suspender o consumo em prol de uma gestação saudável.



Referências bibliográficas

Núcleo de Pesquisa em Micronutrientes do Instituto de Nutrição Josué de Castro da Universidade Federal do Rio de Janeiro – “Fatores associados ao uso de álcool e cigarro na gestação”, 2009. 

Revista Latino-Americana de Enfermagem – “Fatores associados ao tabagismo na gestação”, 2010. 

Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – “O fumo, a gestante e o bebê”, 2012. 

Faculdade de Ciências Sociais e Agrárias de Itapeva – As influências do tabagismo na gestação”, 2010.


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