COMPORTAMENTO

Mordidas e tapas: como lidar com a agressividade nos primeiros anos de vida 

23 de novembro de 2018 , por Equipe Danone Baby

Até dois anos, a criança ainda é impulsiva e tem vocabulário insuficiente, por isso opta pelo caminho mais curto: a agressão


Pode ser de braveza ou até de alegria. Por volta de um aninho, é muito comum que as crianças tenham reações como morder, bater e puxar o cabelo. Isso acontece porque, como elas ainda não dominam a linguagem, a forma que elas têm para se expressar, comunicar e interagir com os outros é pelos meios físicos.

Em geral, até os dois anos, a criança ainda é impulsiva, tem um vocabulário insuficiente para explicar porque está irritada ou com ciúme e acaba optando pelo caminho mais curto, a agressão. Ao morder um amigo, a criança não deseja agredir e sim chamar atenção de alguém ou conseguir algo de forma rápida, por exemplo.

Mas o fato de as mordidas e os tapinhas fazerem parte de uma fase do desenvolvimento, não significa que devam ser ignorados ou aceitos pelos pais. Quando a criança morde outra pessoa, é importante a mediação de um adulto, para fazer com que ela reflita sobre o que fez e para que entenda que há outras maneiras de conseguir o que deseja.

Como lidar com o bebê que morde

Uma das maneiras efetivas é oferecer situações que estimule o desenvolvimento oral da criança, como a contação de história. É muito grande o impacto da linguagem sobre o desenvolvimento do pensamento e da atividade global da criança. O cuidador também pode mostrar, com exemplos diários, que através da fala a criança pode obter aquilo que deseja, sem necessariamente precisar morder o amigo. Uma conversa tranquila, estabelecendo combinados com a criança e oferecendo atividades diversificadas que evitem os conflitos também são alternativas que ajudam a criança.

É importante ter em mente que, de forma alguma, a criança deve ser privada do processo de socialização por conta de comportamento tido como agressivo. Ter contato com outras crianças e adultos é indispensável para que o ser humano se desenvolva nos aspectos afetivo, cognitivo e cultural

Quando procurar ajuda

Apesar de, na maioria das vezes, a mordida fazer parte do desenvolvimento natural da criança, em alguns casos este comportamento pode sinalizar um problema de ordem emocional. Se as mordidas e tapas passam a ser frequentes, a criança pode estar insatisfeita, ansiosa ou com sentimento de rejeição. Quando isso acontece, a família e a escola precisam acompanhar de perto e com atenção para descobrir as possíveis causas. Dependendo do caso, é importante buscar a ajuda de um psicólogo



Referências bibliográficas

Escola Salesiana São Domingos Sávio – “Como lidar com a fase das mordidas”. 

http://www.escolasalesiana.com.br/system/ckeditor_assets/attachments/4889/Reportagem_Mordidas.pdf 

 

Universidade Federal de Pernambuco – “A mordida na creche: Quais os significados dessa expressão infantil?”. 

http://www.editorarealize.com.br/revistas/conedu/trabalhos/TRABALHO_EV045_MD1_SA17_ID1698_30062015114825.pdf 

 

Centro de Investigação sobre Desenvolvimento Humano e Educação Infantil da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo – “Cuidando ou tomando cuidado? Agressividade, mediação e constituição do sujeito – um estudo de caso sobre um bebê mordedor em creche”. 

http://www.scielo.br/pdf/pp/v24n3/06.pdf 

 

Curso de Pedagogia da Faculdade São Judas Tadeu – “Mordida na educação infantil: Uma saia justa para os educadores”. 

http://faculdadesjt.com.br/wp-content/uploads/2016/12/Anexo-24C04.pdf 

 

Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais – “Agressividade na primeira infância: Um estudo a partir das relações estabelecidas pelas crianças no ambiente familiar e na creche”. 

http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/handle/1843/FAEC-87YH7Z/iza.pdf?sequence=1 

 

Centro de Excelência para o Desenvolvimento na Primeira Infância do Canadá – “De olho em: Comportamentos agressivos”.  

http://www.enciclopedia-crianca.com/sites/default/files/docs/coups-oeil/comportamentos-agressivos-1-info.pdf 

 

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – “É possível ao educador lidar com a agressividade na primeira infância?”. 

https://sapientia.pucsp.br/bitstream/handle/18587/2/Aguida%20de%20Souza%20Fabiano.pdf 

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